Às vezes, o melhor mesmo é fechar os olhos. Fechar os olhos a este mundo feio e degradado com o qual não nos ensinam a viver à medida que crescemos. Porque toda a gente nos diz que o mundo é cor-de-rosa e quando somos pequeninas, e como resposta à pergunta “o que queres ser quando fores crescida?”, dizemos que queremos ser bailarinas, cantoras ou actrizes, e as pessoas dizem: “ deixa, é só uma criança” e sorriem para nós. Na altura podemos ser mesmo uma criança e não perceber o porquê daquela frase e o porquê do sorriso. Mas à medida que vamos crescendo, apercebemo-nos que afinal não é bem assim, o mundo não é tão cor-de-rosa quanto isso. Vão começando a aparecer umas cores mais frias, que nos despertam para o “lado mau” do mundo, como o preto e o azul. Vamos finalmente percebendo que a bailarina, a cantora e a actriz com a qual sonhávamos, não é bem o que parecia ser. Começamos a crescer mais e mais. Os anos vão passando e nem nos vamos apercebendo disso. E a pergunta é sempre a mesma: “o que queres ser quando fores grande?” ou “o que queres seguir?”. Nada muda, tudo permanece igual.
Há apenas uma diferença: nós crescemos, nós aprendemos com os erros, as quedas e as cambalhotas que fomos dando ao longo de todos este anos, nós percebemos que temos de lutar pelos nossos sonhos e objectivos. E o melhor ainda, é saber que aprendemos isso por nós próprios e que não foi preciso ninguém ensinar-nos.
Porque o que é mais importante, nasce connosco.
um mundo diferente
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
uma saudade enorme , um nó na garganta

Sabes aquele dia em que o coração aperta? Em que os sentimentos se misturam dentro de nós e tudo se transforma numa grande confusão? Uma saudade retumbante no peito. Um nó na garganta, as palavras que não saem, parece que entalaram dentro de mim e que não as consigo expulsar.
Hoje é um daqueles dias em que eu quero andar por aí, sem destino, sem rumo, com a certeza de que jamais sentiriam a minha falta, já que sou apenas mais uma no meio da multidão.
Coração tonto, o meu, coração sem juízo que não obedece aos meus pedidos, vou arrancar-te do meu peito, deitar-te ao mar, e no teu lugar colocarei uma pedra de gelo, daquelas que não derretem, que resistem às mais altas temperaturas e que quando derrete se transforma numa água impura, que vai correndo com destino às águas do mar. Quero ser assim: intragável.
Quero poder dizer NÃO aos meus anseios, quero ser dona de mim, quero andar por aí e perder me na madrugada fria, nessas ruas vazias, assim como o vento que derruba até as árvores mais antigas e resistentes, não quero mais sonhos.
Eu quero a realidade nua e crua, essa verdade que dói, que fere, que mata.
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